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A estética e o estilo de "Ida" - Funny Girl

Cinema Ida

Published on janeiro 26th, 2015 | by Maiara Tissi

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A estética e o estilo de “Ida”

#EspecialOscar2015
Um dos favoritos ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, a co-produção Pôlonia e Dinamarca Ida usa de uma cinematografia espetacular para contar a história de uma jovem órfã criada em seminário e prestes a fazer seus votos de castidade que descobre pistas sobre sua família e se encontra em um impasse ao precisar decidir o que fará de seu futuro.

Ida

Filha de judeus executados pela caça de Hitler na Europa, Ida cresceu sob o cuidado de freiras. O contato da tia que uma vez a rejeitou, faz com que ela saia pela primeira vez do convento a fim de atender um convite para conhecê-la. Enquanto a tia de posição profissional poderosa, porém solitária, é extravagante e inconsequente – em sua própria maneira de lidar com o luto, Ida quase não fala ou se expressa de qualquer outra maneira.

O encontro entre elas se estende até a busca pelo local onde os pais da jovem foram enterrados e pela compreensão dos detalhes de sua morte. Por vezes relembrando um típico road movie, o longa se utiliza da estrada para apresentar suas personagens ao espectador assim como uma a outra. As descobertas da viagem se fazem fundamentais não apenas para que Ida conheça sua origem como também o mundo ao seu redor, se preparando para enfim tomar a decisão que determinará o resto de sua vida.

Ida

Refletindo os anos 1960, tempo em que se passa a história, o diretor e roteirista Pawel Pawlikowski escolhe por utilizar um formato típico da cinematografia da época para contar sua trama. Além da fotografia em preto e branco, tanto o formato de tela quanto o tipo de corte seco de sua montagem remetem ao estilo utilizado nos filmes da época. Seu estilo particular também está estampado na trilha sonora do filme, praticamente inexistente, tornando a obra tão quieta quanto sua protagonista. Seus momentos mais extravagantes têma companhia de uma música diegética que traz em poucos momentos a vivacidade, colocando Ida em contato com uma rotina que não faz parte de sua vida.

Ambiente e locação transparecem no som, como na cenas de entrada no convento. nelas, já podemos ver o especial trato com a luz, natural vindas das grandes janelas, já podemos ver o trato especial do diretor com a luz. O cenário reflete também no som, o silêncio dramatúrgico dá destaque ao manuseio dos objetos que fazem o mínimo toque ecoar pela grande locação.

Ida

A falta de ação de sua protagonista, que não fala e não faz, se mantendo passiva por grande parte do filme, faz de Ida um longa que pode desafiar o espectador a se identificar com a trama. A jornada, porém, é feita e o arco da personagem ao fim se completa. Extremamente simbólico, Ida não diz muito. Prefere transmitir suas mensagens e fatos em enquadramentos, silêncios e olhares.

 

Indicações ao Oscar 2015: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Fotografia.

 

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About the Author

Criadora e editora-chefe do site Funny Girl. Apesar de ter prestado vestibular para Rádio e TV e adorar dar uma de jornalista, Maiara é cineasta por formação. Residente em São Paulo, suas grandes paixões são o cinema e o teatro, embora também não resista a um bom livro e seja levemente viciada em seriados de televisão.



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