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Barbra e o 40th Charlie Chaplin Award - Funny Girl

Diretamente de NY

Published on maio 2nd, 2013 | by Miriam Spritzer

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Barbra e o 40th Charlie Chaplin Award

Na  última segunda-feira, dia 22, aconteceu aqui em Nova  York o 40º Chaplin Award Gala, e para o nosso orgulho e admiração, Barbra Streisand foi a homenageada da vez pela premiação.

DSC03196O Lincoln Center estava maravilhosamente decorado com cartazes de Streisand dos pés a cabeça e começou suas comemoração com um coquetel e tapete vermelho.  O público era certamente era diverso, entre fãs, estrelas e pessoas da indústria. No tapete vermelho conseguimos acompanhar chegadas ilustres como as de Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones e, claro, Barbra, que fora acompanhada do presidente Clinton.

A premiação é feita anualmente pelo Film Society of Lincoln Center e começou como uma homenagem a Charlie Chaplin em seu retorno do  exilo. O evento acabou levando o seu nome e homenageando profissionais que, assim como Chaplin, revolucionaram a indústria cinematográfica. O prêmio que já foi entregue para ícones como Alfred Hitchcock, Elizabeth Taylor e Audrey Hepburn,

Em seu discurso de aceitação do prêmio, Barbra explicou que filmes são uma forma de sair da realidade, entrar em contato com sentimos fortes e profundos e explica que “Charlie Chaplin’s films did just that, by making us laught… So I am very honored to be given an award bearing his name” (Os filmes de Charlie Chaplin fizeram exatamente isso, nos fazendo rir…Então estou muito honrada em receber este prêmio que leva o seu nome).

DSC03205A nossa diva foi selecionada para o prêmio por ser uma groundbreaker na industria cinematográfica. Ela foi a primeira mulher a ser diretora, produtora, roteirista, atris e cantora em um mesmo filme (Yentl, em 1983). Através do seu trabalho e insistência, conseguiu revolucionar o papel da mulher por trás das câmeras. Também foi apresentado uma retrospectiva de seu trabalho como atriz, diretora e produtora no teatro, com participações super especiais. Liza Minnelli cantou “Funny Lady” e Tony Bennet cantou “Smile” de Charlie Chaplin, além de discursos de Michael Douglas, Pierce Brosnan, Ben Stiller, Blythe Danner e Kris Kristofferson. A cereja no topo do bolo foi ainda quando o prêmio foi entregue pelo ex presidente, e amigo intimo da diva, Bill Clinton (Hillary também estava lá).

Grande ativista para os democratas americanos, Barbra iniciou o seu discurso agradecendo ao presidente Clinton pela presença, destacou o trabalho importante que ele faz e disse “you’re a wonder, an inspiration and a very loyal friend”. Começou a falar das suas preocupações políticas, mas cortou o assunto dizendo que esta noite não tocaria nestes tópicos.
Com muito bom humor e rindo de si mesma e de sua fama de mandona, Babs deu um discurso que valeu por mil aulas de cinema e teatro. Abaixo alguns dos melhores trechos:

“Tonight is a celebration and I am very moved and honored to be here. … Movies are very relevant at this time. They allow us to escape out reality, taking us from outside or ourselves.

I always wanted to be an actresses, to escape reality and play the classic roles, but no one would hire a 15 year old Medea. So when I couldn’t get any acting jobs in the city, I starte singing in night clubs. I though if the songs as a 3 act play and it caught on. Thank god I was given a good voice. I am so greatful for all the music that it brought into my life. Especially because it opened a door to me to become and actress.”

“Movies fall through, relationships fall through, but music has always been there for me. And sometimes I take it for granted and I shouldn’t.”

Ela fez, então,  uma breve referência sobre seus diretores e ainda para a amiga Liza Minnelli:

“Liza, you were wonderful tonight. I swear to God, I was sitting there and I heard you sing this song and I thought ‘God that’s an interesting song Liza did, where did she get that?!
I really want to sing that one day’ then realized, as you were half way through, that you were singing my song from Funny Lady, I can’t remember the scene but I thought ‘Oh, of course she is singing a song that’s mine’… Your amazing father, Vincent Minnelli, was such a lovely man, we had such a good time together.”

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Sobre seu trabalho por trás das câmeras:

“It was hard for me to get the opportunity to direct. Pitching my idea for a film based on an obscure short story by Isaac Bashevis Singer, called ‘Yentl The Yeshiva Boy’ was hard sell. A girl who wants to dress like a boy to study the torah is a small town in Easter-Europe seemed entirely relevant to me, but it wasn’t exactly ‘Oklahoma!’.
(…) The only way the studio would finance ‘Yentl’ was if I sang in it. And Alan and Marilyn Bergman wrote brilliant lyrics to Michel Legrand beautiful score. And took all Oscars for it.”

“Actors are like instruments to me. You have to learn how to play them. (…) When I started out, actors were not supposed to have opinions, but as a director you better have one.”

Barbra terminou seu discurso agradecendo os atores e artistas presentes e pelas suas homenagens. Disse querer dar um abraço em todos os seus leading man ali presentes, explicou ter ficado muito feliz em dividir todas estas memórias com o público e encerrou com “Speaking of memories, I guess I should sing a song now”. Para a infelicidade do público, porém, Babs foi interrompida por Clinton, pois era a hora de Tony Bennet subir ao palco. Por desorganização do espetáculo, Barbra acabou não cantando esta noite.

Mesmo que atriz/cantora/diretora/produtora/roterista/diva/deusa/simplesmenteomáximo/etc não tenha cantado no encerramento da cerimônia, e isso tenha deixado todos um pouco insatisfeitos, foi uma noite incrível e memorável. Nós do Funny Girl, claro, não poderíamos estar mais felizes com esta nova premiação para a diva-mor!

 

 But it is funny how things always come back to Music. How it saves me.

 

 

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About the Author

Apaixonada por New York e pela Broadway, sou aquela pessoa que vê cinco peças em um fim de semana, acompanha revistas e sites de moda e frequenta o MOMA mais do que a academia. Além de correspondente do Funny Girl na Big Apple, trabalho em coaching e vivo pelo mundo competitivo das performing arts como cantora, atriz e ex-bailarina clássica.



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