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Crítica: "A Família" - Funny Girl

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Published on setembro 20th, 2013 | by Pedro Henrique Oliveira Vieira

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Crítica: “A Família”

Como diretor de filmes de ação, Luc Besson sabe na maioria das vezes “jogar” com as marcas do gênero e atrela-las a outros estilos de filmes. Em “A Família” (The Family), ele usa da já conhecida fórmula de “ação + comédia” junto de uma história digna de um longa de Martin Scorsese (e não digo isso por pura coincidência, pois na verdade Scorsese é um dos produtores).

The-Family-Robert-De-Niro-Dianna-Agron1A família do título é composta pelo pai Giovanni (Robert DeNiro), a mãe Maggie (Michelle Pfeiffer), a filha mais velha Belle (Diana Agron), o filho caçula Warren (John D’Leo) e o cachorro Malevita (que dá nome ao filme em outras línguas). Eles acabaram de se mudar para uma cidadezinha no interior da Normandia e não parecem ser muito diferentes de qualquer outra família de americanos que vai para habitar o país, a não ser por um detalhe: Giovanni é um ex-mafioso que está sobre a proteção do FBI após ter dedurado seus comparsas para o Estado.

Com um temperamento curto, Giovanni não deixa de arranjar problemas, assim como sua família. Cada um vai mostrando, ao longo do filme, como são capazes de agir por impulso ou por vingança. Maggie, logo que chega a cidade, explode um supermercado, enquanto Belle esbofeteia um garoto que a importunava, e logo depois, uma menina que lhe roubou o estojo. Warren é mais cuidadoso, e vai traçando um plano para se vingar de um bully.

malavitaCom isso, o filme vai ganhando características de humor negro, seu principal ponto positivo. O longa não tenta ser puritano e mostrar uma redenção dos personagens: é uma família de pessoas violentas, e elas serão assim para sempre, e justamente por isso é fácil rir com suas ações.

O filme também brinca com sua semelhança com outros filmes sobre máfia. A trama por si só já parece uma continuação de “Os Bons Companheiros” (The Goodfellas) de Scorsese, filme referenciado em uma das melhores cenas do longa, e que também tem DeNiro no elenco. Na verdade, o próprio livro do qual o filme se baseia traz essa noção (ele se chama Badfellas).

Acontece, porém, que nem tudo são risadas. Giovanni é procura por toda a máfia italiana, que dá 20 mil dólares para quem conseguir mata-lo. Essa subtrama, que vai se desenrolar no clímax de uma maneira um tanto quanto surreal, é chata e previsível. Para a alegria do filme, entretanto, isso não estraga em nada a trama como um todo.

É um filme feito muito mais para a diversão, do que para ação. O drama familiar também não é o forte, e o roteiro não deixa de cair em alguns clichês, mas nada demais e tudo tende a terminar de forma agradável (pelo menos para o público).

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Sou estudante de comunicação e apaixonado pela sétima arte. Vivo inteirado pelo universo dos quadrinhos, e adoro passar meu tempo vendo séries de tv, animações e ouvindo boas músicas. Também tenho uma boa paixão pela literatura e amo escrever.



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