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Crítica: "A Hora Mais Escura" - Funny Girl

Cinema 1134604 - Zero Dark Thirty

Published on fevereiro 9th, 2013 | by Maiara Tissi

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Crítica: “A Hora Mais Escura”

Texto escrito originalmente para o site CineSplendor.

A carreira de Kathryn Bigelow como diretora se iniciou nos anos 80, mas foi apenas em 2008 com Guerra ao Terror que seu nome começou a ser reconhecido pela mídia e pelo público. Ganhadora do Oscar de Melhor Direção e Melhor Filme por esta produção, os rumores sobre seu próximo trabalho não demoraram e a ansiedade ficou ainda maior quando anunciado que o filme que a audaciosa diretora pretendia fazer voltaria a focar nas consequências do 11 de setembro e na vida de americanos que lutam em território inimigo pelo bem de sua pátria.

1134604 - Zero Dark ThirtyEm A Hora Mais Escura, a diretora explora fatos verídicos que aconteceram no Paquistão ao longo dos últimos anos e segue o trabalho de uma agente da CIA que logo após o ataque terrorista às Torres Gêmeas começa a investigar os líderes do grupo Al-Qaeda, as pessoas envolvidas com o ataque e tem como prioridade caçar Osama Bin Laden. Com identidade protegida pelo governo americano, no filme ela recebe o nome Maya e é interpretada por Jessica Chastain, atriz que desde sua participação em A Árvore da Vida vem estrelando um filme atrás do outro.

Para interpretar Maya, Chastain precisa buscar o equilíbrio perfeito entre uma profissional focada e sensível e mostrar uma mulher que inicia seu trabalho ainda assustada com o que vê, mas que cresce ao longo da trama até atingir um patamar de respeito e comandar a operação que resultou na captura do maior inimigo dos Estados Unidos. Pela delicadeza e entrega da atriz, ela concorre a seu primeiro Oscar no final de fevereiro.1134604 - Zero Dark Thirty

Bigelow não desvia o foco e não usa de truques típicos de narrativa, como um romance em meio à trama, para entreter o espectador. A diretora vai direto ao ponto e não desvia a atenção para relacionamentos ou outras tramas, mostrando a linha de trabalho também seguida por sua protagonista. Os aspectos técnicos e a morfologia típica do ambiente podem se tornar massivos ao longo da trama, mas o tédio nunca atinge nem o filme nem a equipe de Maya, pois novos ataques acontecem e a pressão do cronometro está sempre presente, ao passo em que eles precisam lidar com informações falsas e um terrorista fantasma.

Após seu sucesso com um filme repleto de soldados masculinos, Bigelow agora apresenta uma mulher tão forte quanto ela e mostra que sexo frágil é coisa do passado ao comandar cenas de ação e tortura de forma inteligente e perspicaz. Assim como Lincoln, A Hora Mais Escura é um filme feito especialmente para os espectadores americanos, porém sua qualidade o torna relevante para todo o mundo.

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About the Author

Criadora e editora-chefe do site Funny Girl. Apesar de ter prestado vestibular para Rádio e TV e adorar dar uma de jornalista, Maiara é cineasta por formação. Residente em São Paulo, suas grandes paixões são o cinema e o teatro, embora também não resista a um bom livro e seja levemente viciada em seriados de televisão.



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