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Crítica: "Gravidade" - Funny Girl

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Published on outubro 16th, 2013 | by Maiara Tissi

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Crítica: “Gravidade”

Um dos filmes mais esperados do ano, Gravidade estreou nos cinemas americanos no início deste mês e agora já se encontra na lista dos possíveis indicados ao Oscar 2014. A recepção do longa do diretor Alfonso Cuarón estrelado por Sandra Bullock e George Clooney tem sido positiva não apenas entre público e crítica como também por pessoas do meio, como é o caso do diretor James Cameron, que afirmou considerar Gravidade o melhor filme espacial que ele já viu.

GRAVITYA aflitiva trama se inicia tranquilamente com os personagens Ryan Stone e Matt Kowalski em suas últimas horas de trabalho em pleno espaço sideral consertando um satélite. Kowalski se prepara para se despedir de suas missões extraterrestres, enquanto a médica Ryan Stone está prestes a comemorar o encerramento de seu primeiro trabalho em gravidade zero. Seus planos, porém, são interrompidos ao passo que um ataque russo a um satélite próprio encadeia uma série de lixo espacial que sobrevoa em alta velocidade e eventualmente atinge tanto sua base de trabalho quanto eles mesmos. O desastre, então, se inicia e a dupla precisa encontrar formas de sobreviver à deriva.

Como em Apollo 13, de Ron Howard, e Sunshine – Alerta Solar, de Danny Boyle, o suspense de Gravidade se baseia no fato de seus protagonistas se encontrarem em uma posição fisicamente sem saída, na qual a comunicação é escassa e não há ajuda ou recursos. Após criada empatia entre o espectador e Ryan, cada ação da personagem é acompanhada com atenção e cuidado, formando assim uma relação até mesmo angustiante em que resta ao público torcer e compartilhar de sua jornada segundo a segundo.

Sandra-Bullock-in-Gravity-2013-Movie-Image-2O diretor mexicano tem sucessos como Filhos da Esperança (2006), E Sua Mãe Também (2001) e Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban (2004) em seu currículo, mas em Gravidade aproveita a liberdade derivada do roteiro escrito por ele em parceria com seu filho Jonás Cuarón para experimentar tanto visualmente quanto artisticamente. Nada de truques clichês, câmera lenta ou handycam, seus efeitos são baseados na sonoridade do filme (ou em sua falta de som) e em seus planos diferenciados, além de atrair a atenção do público através de uma narrativa sem verborragias, construindo, por exemplo, o perfil de sua protagonista de forma gradualmente reveladora.

Um longa como este não poderia trazer o visual pelo visual, o entretenimento puro e esquecível, portanto consigo traz metáforas e questões existencialistas, eficientemente ficando na cabeça do público após os créditos finais. Em seus certeiros 91 minutos Gravidade gera conteúdo suficiente para ficar marcado entre os filmes do gênero (ou sub-gênero) e, apesar da longa corrida até a temporada de premiações, já se mostra um forte concorrente para os que estão de olho nas estatuetas de ouro.

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About the Author

Criadora e editora-chefe do site Funny Girl. Apesar de ter prestado vestibular para Rádio e TV e adorar dar uma de jornalista, Maiara é cineasta por formação. Residente em São Paulo, suas grandes paixões são o cinema e o teatro, embora também não resista a um bom livro e seja levemente viciada em seriados de televisão.



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