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Crítica: "A Menina que Roubava Livros" - Funny Girl

Cinema a menina que roubava livros

Published on janeiro 27th, 2014 | by Maiara Tissi

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Crítica: “A Menina que Roubava Livros”

Escrito pelo autor Markus Zusak e publicado mundialmente em 2006, o Best-seller A Menina que Roubava Livros vendeu oito milhões de cópias, ficou na lista dos mais vendidos do The New York Times por quase sete anos e já foi traduzido para mais de 30 idiomas. Sendo assim, não havia outro destino para a história que não o Cinema. O responsável pela adaptação é Michael Petroni (Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada), enquanto Brian Percivel, renomado por seu trabalho no seriado Downton Abbey, assume a direção do longa, que tem em seu elenco os veteranos Geoffrey Rush e Emily Watson.

a menina que roubava livrosDurante a ascensão do Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler nos anos 1930, entre as muitas proibições impostas pelo governo alemão, está a proibição de diversos livros, garantindo limites a liberdade de expressão de seus cidadãos. A lei, porém, não foi suficiente para impedir que a doce Liesel continuasse com seu hobby favorito. Pequenos roubos ou “empréstimos” se mostram então necessários para manter acesa sua paixão pela leitura. Atitude essa, porém, que representa uma afronta mínima ao Führer se comparada ao judeu escondido por seu pai no porão de sua casa.

Intérprete de Liesel, a novata Sophie Nélisse emociona com a simplicidade e inocência inertes em sua personagem, ao mesmo tempo em que mostra com veracidade o crescimento e amadurecimento passados por ela ao longo do filme. O garoto alemão Nico Liersch é Rudy, melhor amigo e confidente de Liesel, quem enche a história de fofura, enquanto Ben Schnetzer vive Max, o judeu fugitivo que inspira e conquista o amor da família Hubermann. Já Geoffrey Rush e Emily Watson deixam a elegância britânica de lado para viver o casal que apesar de humilde e cheio de problemas deixa prevalecer características como lealdade e esperança.

a menina que roubava livrosA rua Himmel (palavra alemã que significa “céu” ou “paraíso”), onde acompanhamos passar rigorosos invernos e vemos ser cada vez mais invadida por forças militares, é o cenário principal da trama. Através de sua direção de arte atenta e detalhista, o longa recebe um belo trabalho de cenografia e figurino, o que não poderia ser diferente considerando sua equipe de primeira linha. A figurinista Anna B. Shepard, por exemplo, é uma das mais renomadas no ramo e há anos coleciona uma lista de sucessos hollywoodianos como Bastardos Inglórios e Malévola em seu currículo. Os outros departamentos não ficam atrás, como é possível notar através do nome responsável pela trilha sonora do filme: ninguém menos que John Williams (Harry Potter, Tubarão, Star Wars…).

Cabeças de produção da melhor qualidade, atores experientes que trazem o melhor da atuação e se relacionam perfeitamente com o frescor dos novatos. Essas são as ferramentas que uma trama como esta, não apenas forte e consagrada, mas também emocionante e delicada, merece e precisa. Sim, é uma história que se passa durante o holocausto, portanto é melhor levarem seus lenços para a sala de cinema, mas não tenham medo de ver um enredo triste e depressivo, pois as mensagens positivas prevalecem. A Menina que Roubava Livros é dentro deste sub-gênero o longa-metragem mais bonito que o Cinema já viu desde A Vida É Bela, um conjunto da obra que vale o risco e as lágrimas.

 

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About the Author

Criadora e editora-chefe do site Funny Girl. Apesar de ter prestado vestibular para Rádio e TV e adorar dar uma de jornalista, Maiara é cineasta por formação. Residente em São Paulo, suas grandes paixões são o cinema e o teatro, embora também não resista a um bom livro e seja levemente viciada em seriados de televisão.



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