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Crítica: "O Homem de Aço" - Funny Girl

Críticas

Published on julho 18th, 2013 | by Pedro Henrique Oliveira Vieira

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Crítica: “O Homem de Aço”

Mesmo sendo considerado o super-herói mais icônico já criado, o Superman nem sempre agradou a todos. Isso acontece, pois, muitas pessoas não gostam do fato do personagem possuir uma grande variedade de poderes que o tornam quase invencível, preferindo personagens como o Batman ou Homem de Ferro. Ainda assim, ele não deixa de ter importância, já que não se esta falando apenas não de alguém que se destaca nos quadrinhos, por ser conhecido como o primeiro super-herói, mas de um herói que marcou o cinema também. Foi o filme “Superman” de 1978 que abriu espaço para os super-heróis no cinema, marcando toda uma geração.

Man-of-Steel-EW-2-ZodAcontece que se esse personagem foi tão importante no passado, nos dias atuais, com tantos filmes de super-heróis com boa qualidade surgindo, ele ainda não havia recebido o espaço merecido nas telonas. A Warner pretendo fazer isso mudar com “O Homem de Aço” (Man of Steel), filme dirigido por Zack Snyder e produzido por Christopher Nolan, que dirigiu a Trilogia Batman. A história reapresenta a origem de Kal-El (Henry Cavill), mostrando novamente o destino do planeta Krypton, a chegado do herói ainda bebê na terra e sua jornada para se tornar o Superman. Porém, durante esse percurso ele enfrentará os vilões General Zod (Michael Shannon) e Faora (Antje Traue), além de conhecer a intrépida repórter do Planeta Diário, Lois Lane (Amy Adams).

Ao contrário de “Superman – O Retorno” de 2006, esse novo filme consegue renovar o herói e aproveitar o máximo possível as tecnologias avançadas em efeitos especiais desse século. Com isso, o planeta Krypton ganha uma cara totalmente diferente daquela vista no filme de 78. Saem os cristais e surgem estruturas de metal, animais alienígenas e armas capazes de desintegrar um kryptoniano. A sensação que se tem é de uma nova Krypton e de que o público pode finalmente ver ela em toda a sua estrutura. Os efeitos dão ainda a chance de outros elementos das histórias do Superman ganharem nova forma, como a Zona Fantasma, prisão espacial muito citada nas histórias do herói, as naves espaciais e até mesmo os poderes do personagem. Sem necessitar da tecnologia, a roupa do herói também ganha uma repaginada, se assemelhando ao uniforme atual dos quadrinhos.

Se há quem se incomode pela fama de bom moço do protagonista, é bom alertar que nesse filme ele recebe muito mais humanidade. Pode se notar o crescimento do personagem e sua percepção em relação ao mundo ao seu redor. Não é que ele não sinta raiva ou ódio, mas é que ele sabe controlar isso, o que fica claro em algumas cenas, como quando a sua mãe adotiva é atacada por Zod. É algo que já poderia ser notado no herói em outras mídias, como nos desenhos animados e nos video-games, mas que nunca havia sido bem trabalhado nos cinemas até agora.

man-of-steelPara que tal aspecto fique bem visível nas telas, o protagonista deve ser bem escolhido, e no papel do herói, Henry Cavill se sai muito bem, possuindo carisma e sabendo agir nas horas certas.  O resto do elenco principal também se destaca, principalmente Amy Adams. A Lois Lane da atriz é um grande trunfo para ela e para o público em geral, já que, por mais que se meta em perigo, ela deixou de ser apenas o par romântico do herói, provando ser uma peça chave para o desenrolar da trama.

A trilha sonora de Hans Zimmer pode não possuir a mesma dramaticidade que a composta por John William – causando um estranhamento para quem espera pelo famoso tema do herói – mas consegue carregar bem a história e fazer o seu papel.

Acontece, porém, que nem tudo é perfeito na volta do Superman às telas do cinema. Há sequências em que a câmera desfoca a imagem, o que impede de se ter uma visão limpa de alguns cenários que eram aparentemente bem trabalhos. A iluminação, muito forte em alguns momentos, acaba atrapalhando o que está sendo mostrado, voltando a atenção para a luz e não para ação que se vê na tela. E por falar em ação, isso pode definir uma boa parte do filme. Se você imaginava que tinha visto explosões demais em “Os Vingadores”, é porque ainda não sabe o que um grupo de kryptonianos enfurecidos e com tecnologia de ponta pode fazer ao nosso planeta. Tanta adrenalina assim pode acabar cansando.

Mesmo tendo esses problemas, o roteiro é bem trabalhado e os personagens carismático, fazendo com que “O Homem de Aço” tenha de tudo para ser um dos grandes blockbusters dessa temporada. Um último aviso: se tiver opção, veja o filme em 2D mesmo, pois o 3D não é o grande atrativo.

 

Texto originalmente escrito para o site Dammit.

 

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Sou estudante de comunicação e apaixonado pela sétima arte. Vivo inteirado pelo universo dos quadrinhos, e adoro passar meu tempo vendo séries de tv, animações e ouvindo boas músicas. Também tenho uma boa paixão pela literatura e amo escrever.



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