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Crítica: O Mordomo da Casa Branca - Funny Girl

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Published on outubro 16th, 2013 | by Pedro Henrique Oliveira Vieira

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Crítica: O Mordomo da Casa Branca

O filme “O Mordomo da Casa Branca” (The Butler) anda sendo vendido como o filme que fez o presidente Barack Obama chorar. Não é por menos, já que o diretor Lee Daniels cria um clima de leve melancolia e tensão durante toda a projeção à partir de uma história que trata da busca do povo negro norte-americano pelos seus direitos.

523996_419374278163358_253877549_nInspirado em uma história real, o filme segue a trajetória de Cecil Gaines (Forest Whitaker), um negro que trabalhou durante anos como mordomo na casa branca, conhecendo vários presidentes, como Kennedy, Nixon, entre outros. Embora a trama comece nos anos 20, a maior parte se passa durante os anos 60, época de lutas do povo negro pela busca dos seus direitos cívis nos Estados Unidos.

Para isso, se mostra a relação de Cecil com seu filho mais velho, Louis (David Oyelowo), que esteve envolvido em vários protestos e grupos de negros durante o período. Essa essencial relação de pai e filho se une à montagem, de forma que o diretor consegue dividir o filme, hora mostrando Cecil em seu trabalho na casa branca, lugar de grande luxo, para depois focar em Louis, que passa por diversas situações no decorrer da narrativa.

1382935_419375384829914_1666442517_nA luta da população negra é muito bem representada na tela, e as ótimas atuações só reforçam o tom realista. Whitaker está magnífico no papel de Cecil.  Ele não se perde em nenhum momento e mantém uma ótima química com Oyelowo e com Oprah Winfrey, que interpreta Glória, a esposa de Cecil. Destaque para a cena do jantar em que Cecil briga com Louis e Glória entra no meio. O modo como os três a realizam é impecável, trazendo toda aquela emoção para o público. Os únicos que se perdem aqui são alguns atores coadjuvantes – não todos – mas que possuem papéis tão pequenos que não são capazes de apagar o brilho do filme.

Há uma crítica ao modo que os americanos brancos enxergam os negros, e como isso é retrato em toda a cultura do país. Nada mais justo, já que eles passaram por tanta coisa, poucas vezes tiveram a chance de serem ouvidos e atualmente se veem presos a estereótipos.

Dessa forma, Daniels quebra estes estereótipos e mostra os negros como eles realmente são: mais um povo que sofreu opressão daqueles que se julgam superiores. E ao fazer isso, ele consegue sim arrancar lágrimas de todo o publico.

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Sou estudante de comunicação e apaixonado pela sétima arte. Vivo inteirado pelo universo dos quadrinhos, e adoro passar meu tempo vendo séries de tv, animações e ouvindo boas músicas. Também tenho uma boa paixão pela literatura e amo escrever.



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