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"Os Instrumentos Mortais" - Funny Girl

Crítica

Published on agosto 22nd, 2013 | by monicacastilho

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“Os Instrumentos Mortais”

Mais uma saga juvenil se iniciou nos cinemas com a estreia de Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos. O filme é baseado no livro homônimo escrito por Cassandra Clare, e tem todos os elementos típicos de uma aventura sobrenatural adolescente: a mocinha em perigo por ter algo especial, o triângulo amoroso e criaturas muito mais poderosas que simples humanos.

A história é protagonizada por Clary, uma adolescente moradora de Nova Iorque que descobre ser descendente de uma linhagem de caçadores de sombras após ver símbolos e acontecimentos que não podem ser percebidos pelos “mundanos” (pessoas que não são seres da noite e nem caçadores). Para completar, a mocinha mal descobre sua história e se depara com o sumiço da mãe, que foi raptada por roubar uma relíquia que daria poder absoluto a Valentim, o vilão da trama e suposto pai de Clary.

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O plot chega a ser interessante, mas para por aí. Após a introdução da história, o espectador se depara com elementos repetidos em outras histórias. Cidade dos Ossos passa a impressão de querer suprir a carência do público fã de sagas já finalizadas, como Crepúsculo ou Harry Potter, com o próprio triângulo amoroso entre o melhor amigo e o protetor, que lembra muito a história protagonizada por Bella Swan, tendo como diferença apenas o fato de Clary ser menos coitada. À saga do bruxo Harry, remete o lugar onde Clary se abriga com outros caçadores, local este que de fato parece uma “Hogwarts de caçadores de sombras” e onde ela aprende mais sobre sua linhagem.

Nas tentativas de inovar, que não foram muitas, Cidade dos Ossos também falhou, abusando de elementos forçados que não tiveram razões suficientemente plausíveis para estarem ali. As tatuagens que os caçadores ganham são um exemplo disso, que além de parecerem ter sido pintadas na pele dos atores com caneta piloto, não tiveram utilidade significativa a não ser dar a deixa para outro elemento forçado da trama: o visual dos caçadores. Em algum momento, alguém inventou que os caçadores deveriam ser góticos, abusando de roupas pretas de couro e, no caso das mulheres, mostrando mais do que deveriam. Assim, o que talvez tenha sido uma tentativa de apelo sexual num filme jovem, se tornou o elemento menos plausível.

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Em relação ao elenco, a escolha não foi totalmente ruim. Jamie Campbell Bower ficou bem no papel de Jace, o protetor de Clary e misterioso caçador de sombras. Mas se Jamie passou toda a atmosfera de mistério e cheia de incógnitas que o protagonista deveria ter, Lilly Collins não cumpriu o seu dever. Clary, que a princípio deveria ser a adolescente comum porém forte, e depois teria essa força evidente quando se tornasse caçadora, não conseguiu passar isso ao público. A trama do filme conseguiu, mas a interpretação de Lilly, não. Faltou presença na atuação da filha de Phil Collins, que teve todo o foco roubado pela outra mulher em cena, a caçadora Isabelle Lightwood, interpretada por Jemima West.

Os Instrumentos Mortais tem sim elementos interessantes, como os efeitos visuais (exceto as tatuagens dos caçadores) principalmente dentro do casarão onde Clary se abriga, com direito até a portais e a cenas de luta; e a trilha sonora também soube embalar a trama. Não é um filme ruim, de fato, mas não apresenta quaisquer elementos novos e significativos que já não estejam presentes no saturado gênero de histórias sobrenaturais adolescentes que enchem as prateleiras das livrarias e a programação dos cinemas e televisão.

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2 Responses to “Os Instrumentos Mortais”

  1. Cammyz says:

    Eu to bem curiosa pra ver esse filme mas essa sua resenha bem me assusta. primeiro porque um amigo meu falou a mesma coisa que você postou aqui. Mas sabe, eu acho que aquilo que você mencionou: eles tão tentando tornar essas películas grandes fenômenos como HP E Twilight e, sinceramente, isso é muito ruim.

    http://nessuno-sa.blogspot.com.br/

  2. Anny says:

    Mais uma critica que eu vejo sem que a pessoa tenha lido o livro. As tatuagens são NECESSARIAS e em TODOS OS MOMENTOS esse é o diferencial porque cada marca possui um significado e é capaz de fazer alguma coisa distinta.

    NÃO existe um triangulo amoroso em hora NENHUMA na historia, principalmente no livro. Fica bem explicido que Simon vai ficar com Isabelle desde o começo e, mais explicito ainda, que ele apenas achou que era apaixonado por ela por ser seu melhor amigo.

    O filme deixou a desejar sim, principalmente nas expressoes ciumentas de Jace, coisa que não existe, e nos spoiller que ficaram explicitos logo no primeiro filme.

    Nenhum filme está tentando tomar o lugar do outro e vocês erram MUITO nas criticas quando comparam todos os filmes lançados com crepusculo e HP. Nenhum é copia de nenhum. Todos possuem historias completamente diferentes.

    O problema é que as pessoas assistem o primeiro filme, nem sabem o que vem logo em seguida e criticam com 5 pedras na mão. Para se criticar algo, se deve ler o livro antes e saber o que realmente foi falho e o que foi bom.

    O filme, com certeza, agradou bem mais quem já havia lido os livros do que quem não tinha noção da historia, mas, mesmo com os spoiller, acabou deixando um gostinho de “quero mais” ao final do filme. Com relação às roupas curtas; sim, são assim durante o decorrer do livro e vai continuar sendo até o fim.

    Só acho que o filme podia ter focado mais em alguns detalhes que não foram explicados, principalmente sobre a clave, e no romance entre isabelle e simon e sua transformação em vampiro.

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