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Crítica: "Turbo" - Funny Girl

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Published on julho 19th, 2013 | by Pedro Henrique Oliveira Vieira

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Crítica: “Turbo”

Filmes cheios de ação e com corridas entre automóveis andam atraindo uma boa atenção do público – para se ter certeza disto, basta ver o quanto as franquias desses filmes andam arrecadando por ai. No meio desse público sempre há crianças, que acabam se encantando pela velocidade e pela ação dos carros que aparecem na tela. Sabendo disso, a Dreamworks aposta em uma animação cheia de velocidade e disputas, só que com a adição de caracóis fofinhos no meio de tudo.

turbo-imageO filme em questão é “Turbo” (Turbo), dirigido e escrito pelo estreante em longas-metragens David Soren, que se inicia mostrando a vida de Theo (mais para frente chamado de Turbo e que tem a voz de Ryan Reynolds na versão original), um caracol de jardim amante de corridas e que sonha em ser veloz. Preso a uma vida sem aventuras, ele ainda tem que aturar os sermões do irmão Chet (voz de Paul Giamatti no original e Bruno Garcia no Brasil). É nesse rápido inicio de filme que o roteiro consegue, de forma cômica e bem estruturada, mostra o mundo pela visão dos caracóis. As melhores piadas estão aqui. É uma perfeita introdução para o filme, que infelizmente, se perde justamente quando a história começa de fato.

Isso acontece logo depois que Theo ganha poderes de super-velocidade e resolve tentar disputar a “Indianápolis 500”, algo jamais feito por um caracol. Para isso, ele recebe a ajuda a um vendedor de taco que é tão sonhador quanto ele, e de um grupo de caracóis liderados por Chicote (Samuel L. Jackson) e formado por Descolado (Snoop Dogg), Derrape (Ben Schwartz), Sombra Branca (Mike Bell) e Brasa (Maya Rudolph no original, Isis Valverde no Brasil).

Aqui a história cai nos clichês das animações, e o roteiro não apenas se torna previsível, como que parece se tornar uma mistura das tramas de outras animações, como “Ratatouille” e “Carros”. Nem as piadas se salvam como um todo, já que o filme insiste em repeti-las. Para citar um exemplo, é o que acontece quando um dos personagens fala várias vezes seu próprio nome – pelo fato do mesmo não possuir conexão com a realidade – no desenrolar da aventura. Isso acaba mais por irritar do que tirar um sorriso da plateia, já que não é engraçado nem na primeira vez que tal artifício é usado.

turbo-ACA partir daí se percebe que o filme tem mais personagens do que necessita. Muitos deles ficam tão apagados, que ao final da projeção, não se consegue nem mesmo lembrar de todos. Mesmo que a história tenha que focar em seu protagonista, não se vê uma evolução nos coadjuvantes ou necessidade deles. Eles estando ali ou não, isso pouco alteraria a trama como um todo, e seria melhor até mesmo que o filme os esquece-se por completo, do que tentar dar alguma utilidade a eles inserindo suas piadas sem graça.

Mas infelizmente não é só ai que o filme “derrapa”. O desenvolvimento de Turbo/Theo com seu amigo humano é um tanto quanto forçado. Mesmo em uma animação, deve se ter cuidado com esse tipo de coisa, pois se não fluí bem, além de lembrar ao público que aquilo é inverossímil, acaba por prejudicar a história.

As qualidades do filme estão guardadas mesmo em sua montagem, que brinca com a percepção de velocidade dos caracóis e traz uma imersão agradável ao espectador. Há também o próprio protagonista. Turbo/Theo ainda é um personagem carismático, e faz com que o público torça por ele, mesmo que em sua trama cheia de altos e baixos.

Chega a ser triste ver que a Dreamworks, que nos últimos anos tem conseguido contar diversas histórias envolventes e criativas (como seu último filme, “Os Croods”), erre a mão com uma ideia que podia ter sido muito divertida. Não se trata porém de um filme ruim, se trata apenas de um produto do qual as crianças vão adorar, mas que não vai conseguir fisgar a afeição daqueles que já não se animam mais com história clichês. Por último, é bom ressaltar que a dublagem brasileira está muito boa, e tanto Bruno Garcia quanto Isis Valverde consegue dar o tom certo a seus personagens.

 

Texto originalmente escrito para o site Dammit.

 

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Sou estudante de comunicação e apaixonado pela sétima arte. Vivo inteirado pelo universo dos quadrinhos, e adoro passar meu tempo vendo séries de tv, animações e ouvindo boas músicas. Também tenho uma boa paixão pela literatura e amo escrever.



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