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Crítica: Um Time Show de Bola - Funny Girl

Cinema

Published on novembro 28th, 2013 | by Pedro Henrique Oliveira Vieira

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Crítica: Um Time Show de Bola

Alguns diretores conseguem se destacar fazendo os mais diversos gêneros de filmes. O argentino Juan José Campanella é um desses. Ele já se aventurou por muitos estilos, tendo inclusive dirigido alguns episódios de séries de TV americanas bem famosas, como 30 Rock e House, e agora faz sua estreia na animação com Um Time Show de Bola (“Metegol”), que conta a história de Amadeo, um jovem apaixonado pelo seu jogo de pebolim.

Um Time Show de BolaUm dia a cidade de Amadeo é tomada por Colosso, um antigo rival do rapaz, restando como sua única saída, enfrentar o vilão em uma partida de futebol. Para isso, ele vai contar com a ajuda de Capi e todos os jogadores do tabuleiro de pebolim, que ganham vida quando Amadeo está com problemas.

Para a criação do filme, Campanella contou com um grupo de animadores que incluíam até mesmo pessoas mais experientes que trabalharam na Pixar. O resultado é uma animação bem fluída e visualmente bonita, embora ainda não tenha chegado ao nível técnico das animações norte-americanas, principalmente no que se trata de pequenos detalhes como roupas ou cabelos.

Não que isso seja um grande problema, na verdade, muitas animações atuais não possuem a qualidade técnica desse filme. Campanella sabe utilizar das técnicas da animação, criando planos sequências incríveis durante os jogos de pebolim – e que ficam ainda mais divertidos com o 3Dm – e ótimas piadas que só poderiam ser executadas em um filme como este. O diretor só fica um pouco preso na hora de utilizar simples passagens de campo e contra-campo, que lembram os de um filme live-action desnecessariamente, uma vez que o CGI poderia resolver isto de outra forma.

Um Time Show de BolaJá a história possui seus altos e baixos. O protagonista Amadeo chega a perder espaço quando os jogadores do pebolim despertam. Eles dominam boa parte do filme com o seu carisma e suas boas piadas que referenciam gêneros de sucesso norte-americanos – como o western, no momento em que Beto, um dos jogadores, monta em cima de uma ratazana – jogando os personagens “humanos” para escanteio na narrativa. De certa forma, quando o filme volta a centrar em Amadeo e seus amigos, eles parecem sem vida e sem determinação quando comparados aos divertidos homenzinhos de metal.

Além disso, é notável a falta de propósito do próprio Amadeo. Ele não tem um sentido na vida a não ser bancar o herói perto de Laura, seu interesse romântico. Não que isso seja de todo ruim, no início é até aceitável, porém, parece que Amadeo não possui um amor próprio, com todo o seu afeto voltado para uma única pessoa de forma obsessiva, já que ao mesmo tempo em que ama Laura, ele não aceita de que ela quer crescer ao sair da cidade. É como se ele evoluísse muito pouco com a história. E Laura também não é o melhor exemplo de personagem: ela parece estar lá apenas para servir de objetivo de desejo do protagonista e do vilão. Esse foco no romance é desnecessário, principalmente tendo em vista e mensagem que o filme passa. É daí que Capi e seus companheiros de pebolim tiram a maior parte de sua força, já que estão competindo a atenção do público com um grupo desinteressante.

Mas isso não impede que essa seja uma ótima animação. Além disso, o desfecho da trama é muito bom e plausível, fugindo dos clichês mais comuns das animações e trazem uma bela lição às crianças e aos adultos. Um verdadeiro gol por parte de Campanella.

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About the Author

Sou estudante de comunicação e apaixonado pela sétima arte. Vivo inteirado pelo universo dos quadrinhos, e adoro passar meu tempo vendo séries de tv, animações e ouvindo boas músicas. Também tenho uma boa paixão pela literatura e amo escrever.



One Response to Crítica: Um Time Show de Bola

  1. Barbara Barbosa says:

    Muito legal a crítica. E a do Hao, que tá nova página só para vídeos, já viram? Bem legal: http://br.hao123.com/movie?tn=fb_self_wt_01_movie_br

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