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Diretamente de Londres: Amber Riley em "Dreamgirls" - Funny Girl

Teatro dreamgirls

Published on julho 17th, 2017 | by Miriam Spritzer

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Diretamente de Londres: Amber Riley em “Dreamgirls”

Em 2015, eu fazia minha primeira visita ao Savoy Theatre, em Londres, para assistir o que era então considerada a performance do ano – Imelda Staunton no revival de Gypsy. No início de 2017, visito o Savoy de novo para ver uma outra leading lady famosa, essa ainda no início de sua carreira e em um musical ainda inédito em Londres: Amber Riley debutando no West End em Dreamgirls.

A decisão de contratar Amber para o papel de Effie foi considerada por muitos como algo arriscado. Amber não havia se apresentado na Broadway ou no West End antes de Dreamgirls, e sua fama vinha majoritariamente de sua participação no seriado de televisão Glee, no qual interpretou a adolescente Mercedes Jones. Porém, qualquer preocupação com a pouca experiência da atriz se esvai ao vermos Amber atuando no palco do Savoy Theatre. A carga emocional que Amber Riley consegue transmitir com a voz combina com a personagem.

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Effie começa o musical com o excesso de prepotência e a necessidade de validação típicos de artistas com muito talento e pouca experiência, o que evolui através do arco de transformação da personagem mostrado no musical até chegar na Effie confiante, serena e independente ao final do espetáculo. Amber conta a história de Effie com excelência, brincando com as notas da trilha do musical e usando seu domínio de belting e de cantora soul de forma pulsante e energética, mas sem privar a performance de ser acessível e inspiradora. A força da voz de Amber enche cada canto do teatro quando ela canta, e cada número que Effie protagoniza é um show stopper (não tem sido incomum a plateia aplaudir em pé números musicais no meio do espetáculo, algo raríssimo em Londres).

Infelizmente, tem sido impossível prever os dias que Amber estará se apresentando ou não na peça. Em dezembro, a atriz foi diagnosticada com pneumonia e se afastou da produção por quase um mês. Após o tratamento, Amber voltou, mas sua presença no musical tem sido inconstante, e os produtores têm sido evasivos sobre a frequente ausência de Amber na produção. Atualmente, ela tem duas performances de folga por semana, mas já houveram semanas inteiras em que Amber não se apresentou. A notícia boa é que a produção é incrível com ou sem Amber, e a alternante principal para o papel de Effie é a sensacional Marisha Wallace, que tem sido recebida com críticas tão superlativas quanto às de Amber. Karen Mav é a segunda substituta, e apesar de ser a minha Effie menos favorita, ainda assim é impressionante.

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Dentre os números musicais, “And I Am Telling You I’m Not Going”, ao final do primeiro ato, é o grande favorito do público. Não pude deixar de traçar paralelos com o encerramento do primeiro ato de Wicked, já que ambos mostram personagens femininas fortes e incompreendidas, que decidem se libertar das amarras que sempre as prenderam e controlar o destino de suas vidas. Me pergunto se de alguma forma Effie serviu de inspiração pro Stephen Schwartz. A nova versão de “Listen” tem letras bem mais fracas que a versão original da Beyonce, mas a combinação mágica das vozes de Riley e de Liisi LaFontaine fizeram esse ser meu número favorito do musical. Outros destaques são “I am changing”, com uma troca de figurino surpresa que sempre causa exclamações de espanto na plateia, “Step into the Black Side”, que permite ao time masculino mostrar suas habilidades de dança, e “Dreamgirls”, com direito a uma cortina de jóias assinada por Svaroviski.

Dreamgirls não é perfeito. A história que o musical conta é previsível, e a forma como ela é contada não é inovadora. Mas a impecabilidade da produção do West End aumenta muito a qualidade da obra, fazendo a peça ser um dos musicais do ano em Londres, e já ter caminho quase garantido para a Broadway. Quando Effie vira para o público no final do primeiro ato e grita “You’re gonna love me!”, nós não temos alternativa a não ser obedecer e amar Dreamgirls, Effie e Amber – ou Marisha ou Karen, dependendo do estado de Amber no dia.

Por Talvany Carlotto

 

Imagens: DailyMailUK, Playbill e Visit London.

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About the Author

Apaixonada por New York e pela Broadway, sou aquela pessoa que vê cinco peças em um fim de semana, acompanha revistas e sites de moda e frequenta o MOMA mais do que a academia. Além de correspondente do Funny Girl na Big Apple, trabalho em coaching e vivo pelo mundo competitivo das performing arts como cantora, atriz e ex-bailarina clássica.



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