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Jake Gyllenhaal na Broadway! - Funny Girl

Crítica

Published on dezembro 16th, 2012 | by Miriam Spritzer

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Jake Gyllenhaal na Broadway!

A invasão Hollywoodiana na Broadway este ano está um pouco mais intensa do que no passado. Obviamente com a crise financeira e a diminuição na venda de ingressos, chamar a atenção de um público leigo ficou ainda mais importante e uma das formas mais fáceis é contratando atores conhecidos e reconhecidos mundialmente. Mesmo que A Roundabout Theatre Company, que traz o If there Is Then I haven’t Found it Yet para os palcos seja uma empresa sem fins lucrativos, a importância de vender ingressos é grande. Por isso a contratação de um dos principais galãs contemporâneos de Hollywood: Jake Gyllenhaal.

A participação do ator trouxe para o público da Broadway pessoas que não estavam tão acostumadas com a etiqueta do teatro, e alguns berros a mais que o necessário são comuns no dia a dia de If There Is Then I Haven’t Found it Yet. Considerada extremamente inovadora devido ao seu set design, a peça teve sua estreia no dia 20 de setembro e encerra sua temporada no próximo mês, no dia 23 de dezembro.

Pode se dizer que a peça foi sold out em praticamente todas as apresentações. A aceitação do público foi bem grande considerando que o espetáculo tem um texto bastante dramático, com personagens infelizes e assuntos polêmicos, como obesidade, bullying, suicídio, sexo e drogas, o que pode ser chocante para o público americano.

A estória trata de uma menina de 15 anos que sofre bullying no colégio devido ao seu excesso de peso. A mãe dela é professora neste colégio, o que piora mais o problema, ainda mais considerando que os pais estão passando por uma separação. A jovem encontra o apoio que precisa no tio, personagem de Jake, que é um jovem vagabundo viciado em drogas. A relação entre a jovem e o tio é muito bem construída. Ela finalmente tem a atenção de alguém na família e pode contar praticamente tudo para ele sem ser julgada. Ele finalmente se vê como exemplo para alguém, o que acaba o tornando mais maduro e responsável.

A interpretação dos atores é fantástica, bem como o cenário da peça que é totalmente destruído e alagado no decorrer da história. A verdade é que boa parte da plateia se distrai e fica pensando como a equipe vai fazer para limpar e secar tudo até a próxima apresentação, mas de qualquer forma é bastante impressionante.

Como Terry, Jake Gyllenhaal  mostra ser muito mais que um rostinho bonito! O seu personagem é bastante diferente dos que ele costuma fazer e por isso é interessante ver o galã de cinema retratar um jovem cuja vida é caótica e desperdiçada. O ator que está escondido atrás de uma barba comprida e roupas andrajosas dá um show, fazendo de sua interpretação muito real e natural. A peça, porém, é bastante confusa e não mostra razão ou relevância clara de contar aquela história. Mesmo tendo um final feliz, a mensagem, se há alguma, é de dúvida e de incapacidade. O que certamente valeu o ingresso é ver Jake Gyllenhaal fora da sua zona de conforto e um cenário extremamente inovador.

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About the Author

Apaixonada por New York e pela Broadway, sou aquela pessoa que vê cinco peças em um fim de semana, acompanha revistas e sites de moda e frequenta o MOMA mais do que a academia. Além de correspondente do Funny Girl na Big Apple, trabalho em coaching e vivo pelo mundo competitivo das performing arts como cantora, atriz e ex-bailarina clássica.



2 Responses to Jake Gyllenhaal na Broadway!

  1. Rodrigo Peroni says:

    Bah, gostei bastante da crítica, mas vou ter que discordar do final. Eu gostei da peça, e acho que o final, no que diz a não ter uma mensagem clara, é outro ponto em que inova. Acho que tem uns clichês, claro, umas cenas pro final bem +-, mas a peça acaba sendo mais artística por não fechar, mas por abrir questões: é que implico às vezes com essa mania da Broadway de ser excessivamente direta e explicativa, sem reticências, sabe? Já o If There Is deixa um bom lugar pro espectador ver o que quer (e ouvir, já que os momentos de silêncio são valiosos), como eu acho que a Arte deve fazer.

  2. Maiara Tissi says:

    Que bacana, Rodrigo. Obrigada por compartilhar seu ponto de vista com a gente! 🙂

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