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Lisboa | Diário de Viagem #1 - Funny Girl

Pelo Mundo Lisboa

Published on outubro 30th, 2017 | by Maiara Tissi

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Lisboa | Diário de Viagem #1

 
 

Lisboa

Para onde: Lisboa, Portugal.

Se prepare:

Talvez você se depare com algumas filas desnecessárias. Em mais de uma ocasião, me deparei com filas gigantes de turistas para entrar em lugares que, ou tinham outra opção de entrada ou simplesmente não necessitavam de fila. Não há placas com avisos nem funcionários explicando a situação para o turista. Melhor, então, verificar exatamente para que serve a fila e se ela é realmente necessária antes de entrar nela.

 

Ponto turístico imperdível:

Mosteiro dos Jerónimos. Infelizmente, foi um destes lugares de fila quilométrica e desnecessária que comentei. O Mosteiro tem duas bilheterias, mas ninguém te conta isso. A primeira e mais notável, com fila, já a segunda, um pouco mais distante, fica esquecida e vazia. Tive a sorte de uma vendedora ambulante ter ido com a minha cara e avisado sobre esta segunda opção. Lá ainda é possível comprar um bilhete válido para o Mosteiro + a Torre de Belém, que é bem próxima (outro ponto turístico com grandes filas).

Apesar disso, o Mosteiro é lindo. Sua estrutura arquitetônica é deslumbrante e em suas salas nos deparamos com criptas, salas de azulejos e afins, além do acesso ao segundo andar da igreja dos Jerónimos, anexa ao mosteiro, uma visão realmente privilegiada. A igreja pode ser visitada logo ao sair do Mosteiro, a porta à esquerda garante entrada. Sua estrutura é monumental e, além de sua beleza de vitrais e pedra, é imperdível também por conter as criptas de Luis de Camões e de Vasco da Gama.

Lisboa

Cripta de Luís de Camões

No caminho até a Torre de Belém, também ali perto, tem a Praça do Império e o Padrão dos Descobrimentos, onde fica um monumento enorme à navegação e tem um mapa mundial com destaque para os caminhos marítimos e descobertas dos portugueses desenhado com azulejos no piso, vale ser visto. Já na Torre, espero que você pegue menos movimento do que eu peguei, pois como só cabe uma pessoa na escada em caracol interna, pode se formar um trafegozinho de subida e descida. Nada insuportável, pois são vários andares, então é possível sair da escada e dar uma olhadinha em cada andar enquanto passa o movimento. O atrativo da Torre é sua vista, de uma lado a cidade, do outro o grande Rio Tejo. Além disso não dá para ir para Lisboa e não ir na Torre de Belém, né?

 

Vale a pena conferir:

 

Bem próximo ao Mosteiro tem a pastelaria mais famosa da cidade, chamada Pastéis de Belém. Ótimo lugar para comer, adivinha, sim, pastéis de Belém. Lá, porém, é o outro lugar que existe uma fila gigante – e desnecessária – na rua. Os turistas desavisados param e esperam, sem saber que a fila mesmo é só para quem quer comprar e levar. Entrando no lugar, que é bem grande, existem várias mesas, provavelmente disponíveis.

Mais próximo do balcão, as mesas são livres para quem compra no balcão e não precisa/quer atendimento, apenas se sentar. Seguindo mais para dentro da pastelaria existe uma área bem grande para quem quer atendimento comum como na maioria das cafeterias e afins. Não sei se pela época, mas quando fui os garçons estavam todos meio conturbados (e as mesas nem estavam tão lotadas assim, tinha muito mais gente fora na fila do que dentro). Passadas as pequenas confusões, o pastel de Belém lisboense se mostrou merecedor da fama. É de dar água na boca só de lembrar.

Lisboa

 

Achado:

Os achados de Lisboa estão em suas ruas. É fundamental andar por Lisboa, mesmo sem rumo, pois a cidade bela e tranquila faz com que nos deparemos com vielas charmosas, bondinhos sem pressa, e meu achado especial que trago aqui: A lojinha de artesanato Santo Ofício (imagem da fachada no fim do post), que entre uma lojas de vinhos e outra, vende objetos que vão de cadeiras a cartões. Lá comprei um caderninho feito a mão com a capa de um filme português musical dos anos 1940 chamado Fado, História d’uma cantadeira, estrelado pela grande dama portuguesa Amália Rodrigues. Virou meu xodó e diário de viagem desde então.

 

Momento inesquecível:

 

Andar de tuck-tuck. É uma experiência que tem que ter, especialmente para andar no bairro Alfama, que é cheio de curvar e morros. É um sacode de um lado para o outro que vira uma comédia. Além disso, o bairro é alto e seria difícil de visitá-lo por completo de outra maneira. No topo do bairro existe um local específico para admirar a cidade com vista panorâmica. De lá dá para ver, por exemplo, o Castelo de São Jorge, um dos pontos turísticos de Lisboa.

A vista é bonita, o bairro é bem característico e os motoristas de tuck-tuck acabam servindo como guia turístico, explicando os pontos por onde passam e afins. Pegamos um motorista bem simpático, que fez valer a viagem. Por ele, residente de Alfama, senti como se o bairro fosse o coração da cidade e fiquei sabendo que, não à toa, é um bairro famoso por ter sido um dos poucos lugares que após o grande terremoto de Lisboa (há centenas de anos) foi reconstruído de acordo com sua arquitetura anterior, mantendo a Lisboa antiga “viva”.

Lisboa

 

Meu depoimento:

Lisboa é repleta de charme e sossego, uma cidade realmente imperdível.

Mesmo sem programar para isso, cheguei em Lisboa no dia 13 de junho, dia de Santo Antonio. As festas típicas estavam a todo vapor! Se estiver por lá durante as festividades, é impossível não fazer parte delas. É quase impossível não entrar em uma e comer um pão com sardinha (inteira mesmo) ou uma porção de caracóis. Os pratos típicos podem não parecer tão apetitosos para quem não está acostumado, mas admito, entrei no clima. Os bairros mais residenciais também ficam cheios de bandeirinhas, pessoas indo e voltando com comidas e decorações, é bonito de se ver a tradição em movimento.

Outra dica de lugar para comer é o restaurante À Brasileira. É bem estiloso e aconchegante. E tem uma estatua de Fernando Pessoa com uma mesinha e toda sua pose à frente, bem ao estilo Carlos Drummond de Andrade em Copacabana.

Voltando mais para o centro, na região do Bairro Sodré, tem o mercadão da time Out. Não cheguei a entrar nele, mas passando me pareceu um lugar gostoso para sentar e comer entre um passeio e outro. Ele fica bem perto da Praça do Comércio e da Rua Augusta, que não é muito diferente de um calçadão como aqui no Brasil, mas possui o Arco da Rua Augusta, este sim, se diferencia da rua Augusta que conhecemos por aqui. É possível subir no arco e ver a cidade de cima também.

Se estiver a fim de andar, de lá dá para ir a pé para o Bairro Alto, que já é uma caminhada em si, já que a graça do bairro é andar pelas suas ruas estreitas, se esbarrar com as típicas roupas exibidas no varal externo das casas, os bondinhos e afins. Afinal, essa é mesmo a graça de Lisboa. Não enumerar exatamente seus pontos turísticos extravagantes, mas a sensação de tranquilidade da cidade, seu charme nos detalhes, tanto os arquitetônicos quanto os de suas pessoas. O gostoso é sentar em um café e comer um doce, porque, olha, estes eles realmente fazem como ninguém!

Álbum de fotos:

Lisboa

Rua do famoso Pastéis de Belém (de tenda azul ao fundo)

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Monumento à navegação

Lisboa

Lisboa

De cima da Torre de Belém, o Rio Tejo

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De dentro do Mosteiro dos Jerónimos

Lisboa

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About the Author

Criadora e editora-chefe do site Funny Girl. Apesar de ter prestado vestibular para Rádio e TV e adorar dar uma de jornalista, Maiara é cineasta por formação. Residente em São Paulo, suas grandes paixões são o cinema e o teatro, embora também não resista a um bom livro e seja levemente viciada em seriados de televisão.



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