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Entrevista: Matt Doyle, entre musicais e HQs - Funny Girl

Diretamente de NY Matt Doyle

Published on agosto 3rd, 2017 | by Miriam Spritzer

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Entrevista: Matt Doyle, entre musicais e HQs

Quem disse que esse pessoal talentoso que canta, dança e atua arrasando nos palcos da Broadway e telinhas da tv também não pode criar arte em ainda mais áreas? Pois Matt Doyle (Spring Awakening, War Horse e Gossip Girl) e Beth Behrs (Caroline de Two Broke Girls) então aí pra mostrar que o talento não tem limites. A dupla de amigos é responsável pela série de quadrinhos chamada Dents, que é lindamente desenhada por Sid Kotian.

Dents é uma aventura pós-apocalíptica de ficção científica. A estória acontece no ano de 2111, depois que uma grande praga elimina metade da população da terra. Uma vacina é criada e tem um efeito colateral um aumento no nascimento de gêmeos com superpoderes, estes são chamados de Dents. Os parceiros Doyle e Behrs já lançaram a 2ª temporada da série, e o melhor de tudo, para ler cada edição é só acessar o site www.webtoons.com.

O Webtoons, aliás, é uma descoberta e tanto para fãs de quadrinhos. A plataforma serve como uma espécie de rede social em que basta acessar ou baixar o aplicativo para ler histórias em quadrinhos de todo mundo gratuitamente. Além de possibilitar a publicação de suas próprias HQs, caso você esteja buscando apenas por uma boa leitura, a maneira de procurar por gênero, título ou autor é super simples.

Só notícia boa, né? Mas o melhor ainda está por vir! Tivemos a oportunidade incrível de conversar com o Matt Doyle sobre a experiência de escrever Dents, enquanto está também em cartaz como Anthony na nova produção de Sweeney Todd no Barrow Street Theatre.

Matt Doyle

 

De todos os projetos possíveis, por que vocês escolheram fazer uma série em quadrinhos online?

Eu sou um grande nerd de quadrinhos. Beth teve que lidar com isso a vida toda. Eu andava com uma pilha deles no banco de trás do meu Volvo 240 enquanto dirigíamos para aulas de canto ou ensaios de teatro. Até que consegui fazer com que ela também se viciasse em algumas histórias, o que certamente a ajudou a apreciar o mundo dos quadrinhos.

E como foi de uma apreciação para um projeto criativo de verdade?

Eu sonhei com a ideia de Dents. Foi um sonho bizarro. Acordei e escrevi alguns tópicos rapidamente e por acaso iria almoçar com a Beth aquele dia. Contei o que havia pensado e começamos a discutir a ideia geral. Beth fez todas as perguntas certas. Quem são essas pessoas? Como conseguiram seus poderes? Quem é seu inimigo? Começamos a formar esse mundo juntos tomando vinho no início da tarde.

Como foi a experiência de trabalhar juntos?

Beth e eu somos grudados desde os 13 anos. Dizem que você não deve trabalhar com seu melhor amigo, mas Beth e eu sempre prosperamos com a ajuda um do outro. Dents teria sido uma história muito diferente sem a visão dela. Eu acho que este projeto nos aproximou ainda mais, para ser honesto. Nos sentimos como adolescentes novamente, aprendendo um do outro e entusiasmados com algo novo juntos.

Qual foi o maior desafio em lançar Dents?

Produzir semanalmente é pesado! Nós escrevemos a linha da série juntos, eu escrevo as cenas, Beth revisa e então enviamos para o artista desenhar. Temos um cartunista incrível na Índia que faz o desenho. Nosso colorista na Malásia. E a nossa desenhista de letras está em New Jersey. Criamos tudo através de e-mails de um lado para o outro. Não acho que eu estava necessariamente preparado para o essa parte da produção. Escrever foi fácil.

Matt Doyle

Qual foi a coisa mais inesperada nesse projeto?

Os lugares mais bizarros que acabei escrevendo a série. Uma vez, durante a primeira temporada, eu estava fazendo uma produção regional de West Side Story. Eu fazia o papel principal e estava exausto, mas sabia que tinha que respeitar a data de entrega. Então entre os show do dia e da noite, peguei meu carro e fui até o estacionamento de uma farmácia que era silencioso e lá terminei de escrever um capítulo. Há muitos capítulos que estão sendo feitos “entre-shows”. Acho que o último eu escrevi na entrada do teatro Barrow Street. Nice and Quite!

Como é para você estar no papel de escritor?

Fantástico! É muito bom ter controle no seu projeto. Como atores, nós dependemos do roteiro, diretores e produtores. Tem sido uma experiência muito prazerosa criar nosso próprio mundo. É libertador.

A sua experiência como ator ajudou a desenvolver essa série?

De fato há uma perspectiva de ator no trabalho de cena. Quando eu escrevo o dialogo entre os personagens, é quase como um roteiro. Nosso cartunista recebe notas bem especificas do que esperamos em termos de emoção e motivação de personagem. Acho que traduz bem para o produto final. Como atores, somos contadores de histórias. Escrever é uma extensão disso.

Matt Doyle

Imagem do post: Broadway World

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About the Author

Apaixonada por New York e pela Broadway, sou aquela pessoa que vê cinco peças em um fim de semana, acompanha revistas e sites de moda e frequenta o MOMA mais do que a academia. Além de correspondente do Funny Girl na Big Apple, trabalho em coaching e vivo pelo mundo competitivo das performing arts como cantora, atriz e ex-bailarina clássica.



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