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O encontro de Christopher Lloyd e Duncan Sheik - Funny Girl

Diretamente de NY

Published on setembro 10th, 2013 | by Miriam Spritzer

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O encontro de Christopher Lloyd e Duncan Sheik

The Caucasian Chalk Circle, este é título do mais recente musical de Duncan Sheik. A produção ficou em cartaz do dia 03 de maio até o dia 23 de junho de 2013, pela Classic Stage Company, estrelando ninguém mais ninguém mesmo que o querido Doc da trilogia De Volta Para o Futuro, Christopher Lloyd. Como a típica criança do final dos anos 1980 que sou, não poderia perder a oportunidade de ver esta “lenda” do cinema.

1370386466000-AP-Book-Review-The-Caucasian-Chalk-Circle-1306041855_4_3A peça é autoria do modernista alemão Bertolt Brecht, que usa uma história dentro de outra para deixar a narrativa mais interessante – no caso, o subtexto é um grupo de atores do estilo folk que apresentam a peça principal, muitas vezes se fazendo de narradores e gerando alivio-cômico. A estória se passa na Rússia, possivelmente durante a queda da União Soviética, segundo o playbill da peça, quando “Hammer and Sickle were repleaced by the Coca-Cola bottle”.

O enredo principal pode ser dividido em dois grandes momentos. A parte inicial conta a saga de uma simples empregada para salvar o filho da família real que fora abandonado pelos pais. A personagem passa pelas piores situações de sua vida, incluindo um casamento falso. Eventualmente a mãe biológica volta para buscar o seu filho e as duas vão a justiça para brigar pela criança. A segunda parte conta a história de Azdak, que aparece a primeira vez como um mendigo filósofo político e se torna a palavra da lei sendo o principal juiz, personagem cheio de incongruências. Ao se deparar com as duas mães, pela primeira vez em anos de profissão, Azdak não sabe a melhor forma de solucionar o problema. Depois de muitas tentativas e discussões, ele inventa uma técnica não-tradicional chamada de “circulo de giz caucasiano” para resolver com quem a criança deve ir.

A empregada Grusha foi interpretada por Elizabeth A. Davis, recém saída do musical Once. A atriz mostrou sua voz e ainda seu talento com o violino nas músicas de Duncan Sheik, além de oferecer uma performance emocionante. Mary Testa é uma comediante incrível e não demonstrou medo em ser a vilã da história, carregando suas três personagens de forma extremamente carismática, até mesmo a mãe biológica.

caucasianchalkcircle4Christopher Lloyd fez o papel do narrador The Singer no primeiro ato e interpretou Azdak no segundo. O interessante sobre a performance dele é que no primeiro ato ele interpreta um personagem velho sem muita ação física – e pela qualidade de sua atuação, o público chega até a ficar na dúvida se ele estava com dificuldades de se mexer pelo palco ou se é a fisiologia do personagem. As dúvidas, porém, são clarificadas no final do primeiro ato quando é apresentado Azdak, personagem energético e apaixonado pelas questões politicas que estão a sua volta (há diversas falas dele como “Sou um homem de razão e lógica”). Lloyd interpretou o personagem com tanta energia e movimentação que, mesmo com fala complexas, monólogos longos e que exigem o acompanhamento do raciocínio lógico do personagem que poderiam se tornar cansativas, era praticamente impossível perder o foco nele. Além do carisma incomparável – mas isso não é novidade.

Quanto às músicas de Duncan Sheik, para quem estava esperando um “Spring Awakening II”, esqueça. É um estilo bem diferente, com poucas melodias memoráveis e uma estrutura musical bem reduzida. De qualquer forma, é interessante ouvir o trabalho do compositor, que conseguiu incorporar um pouco do seu estilo e de sua forma narrativa dentro de um texto que por si só já é bastante complexo.

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About the Author

Apaixonada por New York e pela Broadway, sou aquela pessoa que vê cinco peças em um fim de semana, acompanha revistas e sites de moda e frequenta o MOMA mais do que a academia. Além de correspondente do Funny Girl na Big Apple, trabalho em coaching e vivo pelo mundo competitivo das performing arts como cantora, atriz e ex-bailarina clássica.



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